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quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Principezinho - Antoine Saint-Exupéry



Decorria o ano de 1942, Antoine de Saint-Exupéry encontrava-se em Nova Iorque, é aí que escreve o Principezinho. No “velho continente”, as tropas alemãs comandadas por Hitler continuavam a devastar tudo à sua passagem. O escritor, também piloto de aviões, tinha participado nessa trágica guerra ao serviço do seu país, a França. Será essa a razão que o fez ficar tão desiludido com os seres humanos e escrever este livro?
Sete planetas visitou o principezinho; no primeiro morava um Rei, que tudo ordenava; no segundo vivia o vaidoso, que só ouvia os elogios; no terceiro havia um bêbado, que estava sempre a beber; no quarto estava o homem de negócios que passava o dia a fazer contas; o quinto planeta era habitado pelo acendedor de candeeiros que passava o dia a acender e a apagar os candeeiros, cumprindo assim sempre as ordens sem nunca as questionar; no sexto vivia o geografo que nunca sai do seu gabinete; por último, visitou o planeta Terra:
“A terra não é um planeta qualquer. Tem cento e onze reis (contado, claro está, com os reis pretos), sete mil geógrafos, novecentos mil homens de negócios, sete milhões e meio de bêbados, trezentos e onze milhões de vaidosos, ou seja, aproximadamente dois mil milhões de pessoas crescidas”  como é óbvio, um sítio com todas estás características não podia ser um sítio fácil de viver.
“Não há dúvida que as pessoas crescidas são mesmo bastante esquisitas.”
Os preconceitos sociais; (“mas ninguém o levou a sério por causa da maneira como estava vestido”) a amizade; (“nem toda a gente tem um amigo na vida”) a autocritica (se conseguires julgar-te bem a ti próprio, és um sábio) os desgostos de amor ou as ilusões são temas abordados, mas a tristeza de viver na solidão é o tema que está em destaque ao longo de todo o livro.
“Tenho uma vida terrivelmente monótona…mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol…Estás a ver aqueles campos de trigo ali adiante?...Os campos de trigo não me fazem lembrar nada! E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando tu me tiveres cativado, vai ser maravilhoso! O trigo é dourado e há de fazer-me lembrar de ti. E hei de gostar do som do vento a bater no trigo…"
Tal como o Saint-Exupéry pediu, este não é um livro para ler levianamente.
José Saramago escreveu um dia: “E se as histórias para crianças fossem de leitura obrigatória para os adultos?”
            Boa leitura…