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quarta-feira, 14 de março de 2012
Mario Vargas Llosa em A Tia Julia e o Escrevedor
Sobre as bruxas ou os médium...
O escriturário fez-nos sentar à volta da mesa (não redonda mas sim quadrangular), apagou a luz, ordenou que déssemos as mãos (...) Eu pedi ao escriturário que chamasse o meu irmão Juan, e, surpreendentemente (porque nunca tive irmãos), veio e mando-me dizer, pela benigna voz do médium que não devia preocupar-me com ele pois estava com Deus e que rezava sempre por mim.
Mais citações e sugestões sobre A Tia Julia e o Escrevedor de Mario Vargas Llosa:
http://sugestaodeleitura.blogspot.com/search/label/Mario%20Vargas%20Llossa
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Mario Vargas Llosa em A Tia Julia e o Escrevedor sobre as novelas
O que as novelas precisam de ter para serem boas, ou melhor, para terem audiência:
"Tinham de produzir, oito horas por dia, em silenciosas máquinas de escrever, essa torrente de adultérios, suicídios, paixões, encontros, heranças, devoções, casualidades e crimes (...) para iludir as tardes das avós, primas, e reformados de cada país."
Sugestão de leitura de A Tia Julia e o Escrevedor de Mario Vargas Llosa:
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A Tia Julia e o Escrevedor - Mario Vargas Llosa
Há vários anos apontado como um dos possíveis vencedores do Premio Nobel, Mario Vargas Llosa viu, no passado mês de Outubro, ser-lhe atribuído o mais importante premio literário do planeta, tornou-se aos 74 anos o primeiro peruano a ser distinguido com o Nobel da Literatura.
“Varguitas” é um jovem que trabalhava na rádio e estudava direito, tinha o sonho de um dia ser escritor. Apaixona-se loucamente por uma mulher com o dobro da sua idade e que é sua tia. Contudo, vão ter toda uma sociedade a tentar impedir o casamento entre si. Ao mesmo tempo conhece na rádio Pedro Camacho, o escrevedor Boliviano mais afamado no Peru e que o vai inspirar como escritor. As novelas de Camacho batem todos os recordes de audiências. Um dia a sua memória começa a falhar, por isso troca as personagens de um folhetim para o outro, mas os donos da rádio, “os empresários progressistas”, vendo as audiências aumentarem ainda mais por esse motivo, não lhe dão descanso, o boliviano trabalha de dia e de noite para poder escrever as novelas. Até que um dia Camacho comete um “crime imperdoável”: num terramoto morrem todas as personagens dos seus folhetins.
Este livro é uma profunda crítica aos empresários que gerem os mídia que apenas se preocupam com as audiências, mesmo que isso signifique má programação no ar. Também critica duramente uma sociedade que só se interessa pelas desgraças alheias. Além da troca de personagens dever-se ao cansaço de Camacho, Llosa dá-lhes um duplo sentido, pois hoje podemos ser uma das pessoas mais respeitadas do país, mas amanhã não sabemos o que somos.
Boa leitura…
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