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sexta-feira, 2 de março de 2012

Gunter Grass em A Caixa


"Em todo o caso, e na verdade por eu ter dito que, se o pai tivesse de sair, eu saía também, a casa acabou por ser simplesmente dividida. Ele ficou com a parte mais pequena, para a esquerda das escadas, mantendo a sua toca la em cima. Além disso, mais uma divisão, para servir de cozinha, e por baixo o quarto com casa de banho que antes fora o quarto dos pais, mais abaixo o seu escritório, onde ficava sentado a sua secretária, que lhe dactilografava as cartas. Foi decerto a melhor solução. Mas as minhas amigas até fizeram troça: « Mas isso é brutal! É como o Muro de Berlim, a passar mesmo através  da casa. Só falta o arame farpado.»"

Sugestão de leitura de A Caixa de Gunter Grass:

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gunter Grass - A Caixa

Gunter Grass é um dos nomes mais consagrados da literatura Alemã. O seu mais recente trabalho, “A Caixa” é uma autobiografia que começa em 1959, sendo uma continuação do seu anterior livro “Descascando a Cebola” só que, desta vez, liberta-se mais do campo político e volta-se para o universo familiar.
“A Mariechen é uma fotógrafa especial, pois possui uma câmara antiquada em formato de caixa que se chama Agra-Box e que durante a guerra sobreviveu aos danos causados por bombas, pelo fogo e pela água. Desde então, o aparelho nunca mais regulou bem ou então regula, mas de uma maneira diferente, razão pela qual é omnividente e produz imagens bem invulgares” e é através dessas fotos, sempre tiradas por Mariechen, que são um misto de ficção e realidade, que o autor, através do ponto de vista dos seus 8 filhos, nos vai desvendando a sua vida. Elas revelam-nos que teve 4 mulheres, é através das fotos sem flash que ficamos a saber como a construção do Muro de Berlim modificou a sua vida, ou ainda, o porquê de sendo ateu ter baptizado uns filhos e outros não. O Nobel da Literatura revela-nos que foi mau aluno, mas ensina-nos que numa relação é pior não falar do que discutir, é através das fotos em tom de sépia que o autor revela que passou fome e que restaurante português é sinonimo de barato.
Um livro polémico, em que Grass consegue ser crítico consigo e com os seus, mas também demonstra ternura e por vezes indiferença. Dá-nos ainda a conhecer alguns acontecimentos históricos da Alemanha.
Boa Leitura…