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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Gonçalo M. Tavares em Jerusalém

O desemprego é dramático, a história prova esse facto...


Um judeu libertado de Buchenwald descobriu, entre os SS que lhe entregavam os seus documentos à saída do campo, um ex-companheiro de escola, ao qual não dirigiu a palavra, mas que olhou bem nos olhos. Por sua própria iniciativa, aquele que ele olhava desse modo disse-lhe: "Tens de compreender, tenho cinco anos de desemprego atrás de mim; comigo, eles podem fazer tudo aquilo que quiserem."

Excerto da pagina 139.

Mais sugestões e citações de livros de Gonçalo M. Tavares:
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/search/label/Gon%C3%A7alo%20M.%20Tavares


domingo, 15 de julho de 2012

Gonçalo M. Tavares em Um Homem: Klaus Klump

    
     "A minha mãe teve sete filhos. Morreram cinco. O outro é professor. É doente. Não podia ser soldado. Se eu fosse doente também não seria soldado. Sempre andámos juntos, eu e o mei irmão. Passámos livros um ao outro. Até aos dezasseis anos lemos exactamente os mesmos livros, mas ele desde criança que tossia.
     Só nos separámos com a guerra. Fui para o exército e ele ficou em casa, doente. A partir do ínicio da guerra começámos a ler livros diferentes. Já não faço ideia dos livros que ele lê."

Excerto da página 66-67

Sugestões de leitura e citações de livros de Gonçalo M. Tavares:
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/search/label/Gon%C3%A7alo%20M.%20Tavares

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sobre A máquina de Joseph Walser de Gonçalo M. Tavares



Este ano, é o primeiro livro que leio de Gonçalo M. Tavares, contudo, no espaço de um ano, será a terceiro obra que leio dele.
Se me perguntassem qual o autor português vivo que mais gosto, teria que nomear dois nomes, Gonçalo M. Tavares e António Lobo Antunes.

domingo, 2 de outubro de 2011

Gonçalo M. Tavares em Aprender a rezar na Era da Técnica

Sobre certos casos mediáticos que tem ocorrido lá para os lados de Oeiras e um pouco por todo o pais:

"Lenz não pôde mesmo deixar de pensar que até nas sociedades mais equilibradas e aparentemente mais justas, os homens poderosos só não matariam na rua, a frente de todos, um vagabundo, com as próprias mãos ou com uma arma, porque não queriam humilhar em publico as leis de um país."

Sugestão de leitura de Aprender a rezar na Era da Técnica:
http://sugestaodeleitura.blogspot.com/2011/08/goncalo-m-tavares-aprender-rezar-na-era.html

Sugestão sobre O Senhor Eliot e as conferências.
http://sugestaodeleitura.blogspot.com/2011/04/o-senhor-eliot-e-as-conferencias.html

domingo, 7 de agosto de 2011

Gonçalo M. Tavares - Aprender a Rezar na Era da Técnica

Quando se olha para o currículo de Gonçalo M. Tavares não parece que estamos perante um escritor que conta apenas com quarenta primaveras. Já venceu o Prémio LER/Millennium bcp assim como o Prémio José Saramago. Em terras de Vera Cruz conquistou o Premio PT e este ano, venceu com Aprender a Rezar na Era da Técnica nada mais nada menos que o Prémio Médicis (prémio para melhor livro estrangeiro publicado em França). É apontado como um dos mais fortes candidatos entre os autores de língua portuguesa a conquistar o Nobel da Literatura.
Dividido em três partes; Força, Doença e Morte, a história conta a vida de Lenz Buchumann. Ele é um médico prestigiadíssimo e os seus pacientes nutrem por ele uma grande admiração contudo fora do consultório era uma pessoa bastante diferente, (“ O prazer que sentia em humilhar prostitutas, mulheres fracas ou adolescentes, pedintes que lhe batiam à porta ou a própria mulher, não podia ser mais antagónico com a aura que alguns familiares de doentes por si operados e salvos lhe colocavam em volta”). Após a morte do seu irmão, por quem não sentia grande simpatia, decide entrar no partido, ao entrar para a política entra para o “mundo dos grandes acontecimentos e das grandes doenças”, dois messe depois descobre que “já era conhecido por mais pessoas do que antes fora em mais de quinze anos na função de médico”. Aos poucos, torna-se num dos homens mais importantes da cidade, chegando a exercer a função de vice-presidente do partido. Só que uma grave doença acaba com todos os seus projectos.
Desde os tempos remotos da infância onde o pai o obrigava a ir para a cama com uma empregada, até ao tempo em que era medico e que para dar comida a um pedinte o obrigava a ver a fazer sexo com a sua mulher, aos tempos do partido onde via o mundo de um ponto de vista mais alto, chegando mesmo a executar atentados para poder ganhar eleições, ou até ao tempo da sua decadência em que não tinha nenhum poder de decisão, somos sempre confrontados com outras histórias que são tão ou mais importantes que a principal. Quanto a mim este é um livro que no que diz respeito à qualidade está ao nível do Memorial do Convento de Saramago.
            Boa Leitura…

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Senhor Eliot e as Conferências - Gonçalo M. Tavares

Aos quarenta anos, Gonçalo M. Tavares, já foi galardoado com vários prémios literários. Em terras lusas, conquistou, entre outros, o Prémio LER/Millennium bcp e o Prémio José Saramago. No Brasil venceu o Prémio PT, mas foi em França que o escritor venceu o prémio mais importante da sua carreira, o Prémio Médicis de 2010 (prémio para melhor livro estrangeiro publicado em França) com o romance “Aprender a Rezar na Era da Técnica”. José Saramago afirmou em 2009 que Gonçalo M. Tavares seria um dia Prémio Nobel da Literatura.
“O Senhor Eliot e as Conferencias” é o décimo livro que fala de um bairro inventado pelo escritor. Eliot é um novo habitante do bairro. Terá como missão dar sete conferências em que analisará sete versos e fará a interpretação dos mesmos. “ No fundo, a explicação deste verso, como qualquer outra, tem um objectivo: conseguir levar a clareza aos homens e às mulheres do mundo que sejam colocados diante do verso” e é dessa clareza que o autor faz as suas reflexões: “ numa cidade divertida um cego nunca saberia as horas exactas”; “ o leitor diria: este verso é absurdo; e o escritor diria: este leitor é imbecil”; “há uma clareza exigida ao verso, mas também se exige uma certa obscuridade.”
            As sete conferências de Eliot têm em comum não terem muita gente a assistir, além disso, começaram sempre depois da hora combinada e têm apenas um espectador atentíssimo, o senhor Swedenborg. O autor afirma “metade da perfeição não é metade da perfeição: é metade de um erro.” O Senhor Eliot e as Conferências é sem dúvida um livro perfeito.
            Boa Leitura…