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quinta-feira, 7 de março de 2013
Gabriel García Márques faz hoje 86 anos.
Gabriel García Márquez faz hoje 86 anos.
É pena já não escrever mais, todos nós perdemos muito com isso.
É um dos meus escritores favoritos.
Pablo Neruda disse um dia sobre Cem Anos de Solidão:
“este é o melhor livro escrito em castelhano desde Quixote.”
Sugestões e citações de livros de Gabriel Garcia Marquez:
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/search/label/Gabriel%20Garc%C3%ADa%20M%C3%A1rquez
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Gabriel Garcia Marquez - A Aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile
Decorria o ano de 1985. O Chile vivia sobre a
ditadora militar do general Pinochet, umas das mais duras que a América Latina
conheceu. Nos doze anos de ditadura que tinha decorrido até então, Pinochet tinha
provocado quarenta mil mortos, dois mil desaparecidos e mais de um milhão de exilados.
O país vivia um novo estado de sítio, todos os dias as sirenes assinalavam a
hora do recolher obrigatório. É nestas condições que Miguel Littín, realizador
de cinema e exilado político chileno, decide entrar no país para “filmar
clandestinamente um documentário sobre a realidade do Chile”.
Gabriel Garcia Marquez, Prémio Nobel da Literatura
1982, já então um dos autores mais respeitados em todo o mundo, ao ouvir a
história contada pelo próprio Miguel Littín aproveita a sua grande projeção
mundial para dar uma ajuda ao povo chileno. Assim nasceu este livro, uma
aventura verdadeira em que o autor tentou ser o mais realista possível.
“Eu, Miguel Littín, filho de Hernán e de Cristina,
realizador de cinema e um dos cinco mil chilenos com proibição de regressar,
estava de novo no meu país, ao fim de doze anos de exílio, embora ainda me
encontrasse exilado dentro de mim próprio: usava uma identidade falsa, um
passaporte falso e até uma esposa falsa.”
As mudanças constantes de hotéis por razões de
segurança, as entrevistas a dirigentes da oposição que viviam na clandestinidade,
as filmagens dentro do Palácio La Moneda onde Pinochet trabalha, ou a
inesperada visita à sua mãe, onde esta não o reconheceu, são apenas algumas das
aventuras que teve durante as seis semanas que permaneceu no Chile.
“Assumi a estranha condição de exilado dentro do
meu próprio país, que é a mais amarga forma de exílio.”
Entre muitas coisas, Miguel Littín filmou um país
onde as pessoas tinham medo de falar, onde o trabalho escasseava e a fome
abondava, onde era preciso autorização para filmar na rua, onde os mineiros
tinham péssimas condições de trabalho.
“Este não é o feito mais heroico da minha vida mas
sim o mais digno”
Um livro cheio de histórias e aventuras e com a
incontornável qualidade literária de Garcia Marquez.
Boa leitura…
Mais sugestões e citaçoes de livros de Gabriel Garcia Marquez:
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Gabriel García Márquez em Cem Anos de Solidão
Infelizmento, tanto nas guerras como na política só se luta pelo pode...
- São reformas tácticas – replicou um dos delegados. – Por agora, o essencial é dilatar a base popular da guerra. Depois se verá.
Um dos assessores políticos do coronel Aureliano Buendía apressou-se a intervir.
- É um contra-senso – disse. – Se estas reformas são boas, quer dizer que o regime conservador é bom. Se com elas conseguimos dilatar a base popular da guerra, quer dizer que o regime tem uma imensa base popular. Quer dizer, em resumo, que durante quase vinte anos estivemos a lutar contra os sentimentos da nação.
Ia prosseguir, mas o coronel Aureliano Buendía interrompeu-o com um gesto. «Não perca tempo, doutor», disse. «O que importa é que a partir deste momento só lutamos pelo poder.»(…)
(…) Os seus homens entreolharam-se consternados.
- Perdoar-me-á, coronel – disse suavemente o coronel Gerineldo Márquez -, mas isto é uma traição.
O coronel Aureliano Buendía deteve no ar a pena já com tinta e descarregou sobre ele o peso da toda a sua autoridade.
- Entregue-me as suas armas.
(…)
- Fica à disposição dos tribunais revolucionários.”
Sugestões de leitura e citações de livros de Gabriel García Márques:
http://sugestaodeleitura.blogspot.com/search/label/Gabriel%20Garc%C3%ADa%20M%C3%A1rquez
Sugestões de leitura e citações de livros de Gabriel García Márques:
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terça-feira, 15 de março de 2011
Crónicas de uma Morte Anunciada - Gabriel García Márquez
“Pelos seus romances e contos, nos quais o fantástico e o real estão combinados em um mundo de imaginação ricamente composto, reflectindo a vida e os conflitos de um continente.”Foram estas as palavras, que em 1984, a Academia Nobel referiu para justificar a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a Gabriel García Márquez. Um ano antes, o autor publicava “Crónicas de Uma Morte Anunciada”. Márquez completou 84 anos no passado dia 6 de Março.
“No dia em que iam mata-lo, Santiago Nasar levantou-se às 5.30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo.” É com estas palavras que o autor começa as “Crónicas de uma Morte Anunciada”, também, logo no final do primeiro capítulo, o autor revela que “Já o mataram.” Somos assim levados a ler o romance não para saber se a personagem ira morrer, mas sim para saber onde o mataram, porque o mataram e como o mataram. A história decorre numa pequena aldeia colombiana cuja única ligação com o exterior é um rio, aí decorre a festa de casamento entre Bayardo San Román, um homem recém-chegado há aldeia e bastante rico, com Angela Vicario. Mas na noite de núpcias, Bayardo descobre que a sua amada não é virgem.
Uma noiva, que por não ser virgem volta para casa dos país; dois irmãos dispostos a matarem quem tirou a virgindade da irmã, para restabelecer a honra da família; uma população inteira que sabendo das intenções do assassinato nada faz para evitar um crime anunciado; juntamente com o Realismo Mágico que Garcia Marquez escreve como ninguém, transforma este livro numa obra imperdível.
Boa leitura…
domingo, 15 de março de 2009
Cem Anos de Solidão - Gabriel Garcia Marquez
No passado dia 6 de Março, Gabriel Garcia Marquez completou 82 anos. Protagonista de uma carreira de sucesso é um dos autores latino-americanos mais vendidos em todo o mundo.Em 1982 a Academia Sueca reconhecia o valor de Gabo, nome pelo qual os amigos o tratam, atribuindo-lhe o Premio Nobel da Literatura.
O autor Colombiano trabalhou 14 meses consecutivos até terminar “Cem Anos de Solidão”. A obra foi publicado pela primeira vez na cidade de Buenos Aires em Maio de 1967, desde ai já vendou mais de 30 milhões de exemplares. Actualmente está traduzida em todas as línguas do mundo.
O livro desenrola-se na mítica cidade de Macondo, lugar remoto do interior da Colômbia, e conta a história da família Buendía durante um século. Pode ser entendido como uma alegoria da América Latina.
Um comboio carregado de cadáveres, uma população inteira que perde a memória, mulheres que se trancam por décadas numa casa escura, homens que arrastam atrás de si um cortejo de borboletas amarelas. Muitas guerras e revoluções. A corrupção, as catástrofes, a loucura e inúmeros elementos maravilhosos fazem de “Cem Anos de Solidão”uma fábula de uma sociedade miserável e grandiosa.
Muitos falam da necessidade de se ler “Cem Anos de Solidão” com um bloco de apontamentos ao lado, com o intuito de se traçar a árvore genealógica da família Buendía, no entanto, a real essência está em ver a história além das suas personagens e entender o círculo que se fecha ante às previsões de um fim anunciado.
Como Pablo Neruda um dia disse “este é o melhor livro escrito em castelhano desde Quixote.”
Boa leitura…
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