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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Hilary Mantel com “Bring up the Bodies” é a vencedora do Man Booker Prize 2012



Hilary Mantel com “Bring up the Bodies” é a vencedora do Man Booker Prize 2012.
"Esperei 20 anos por um Prémio Man Booker e em pouco tempo são-me atribuídos dois"
Ao vencer o galardão, torna-se na primeira mulher a receber o prémio pela segunda vez. Na história do prémio, Mantel é a terceira, depois do australiano Peter Carey e do sul-africano J.M. Coetzee, a receber este prémio duas vezes.

 Sugestões de leitura e citações de outros Man Booker Prize:

2011 - Julian Barnes - O Sentido do Fim
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/2012/08/o-sentido-do-fim-julian-barnes.html

2010 - Howard Jacobson - A Questão Finkler
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/search/label/A%20Quest%C3%A3o%20Finkler

2008 - Aravind Adiga - O Tigre Branco
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/search/label/Aravind%20Adiga

Philip Roth
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/search/label/Philip%20Roth

Penelope Liverly
http://sugestaodeleitura.blogspot.pt/search/label/Penelope%20Liverly


segunda-feira, 19 de março de 2012

O Último Homem na Torre - Aravind Adiga


Com o seu primeiro romance, O Tigre Branco, Aravind Adiga conseguiu o notável feito de conquistar o Man Booker Prize de 2008. Em O Último Homem na Torre continua a falar sobre o seu país.
Em Bombaim, o construtor Dlarmen Shah, decide construir um edifício luxuoso num bairro antigo da cidade. A escolha recai sobre os terrenos onde está instalada a Cooporativa de Habitação Vishram que é constituída pelas Torres A e B. Nesses edifícios vivem as pessoas da chamada classe média indiana. O edifício não tem um fornecimento constante de água corrente, está situado perto dos bairros de lata, numa zona onde o barulho derivado ao tráfego aéreo é intenso, além disso, encontra-se bastante degradado, contudo estes indianos são considerados privilegiados pois a maioria da população vive em bairros-de-lata.
“«Um homem  é como um cabra amarrada a um poste»,(…) todos nós temos uma certa dose de livre-arbítrio, mas não muita.”
Dlarmen Shah faz uma proposta irrecusável, 190.000 rupias por m2, quando o valor na zona está situado entre 80.000 e 120.000 rupias por m2. “A Índia é uma república. Se um homem quer continuar a morar na sua casa, é livre de o fazer.” Será esta afirmação verdadeira?
Adiga fala-nos da corrupção e do porquê dos construtores terem tanto poder (“um politico famoso telefonara para os escritórios do Cofidence Group e debitara um número, uma quantia de dinheiro que teria de ser transportada nessa noite para a sua sede de campanha.”); mas é sobretudo as relações humanas que são questionadas neste romance, temas como hipocrisia; a inveja; a traição; as desilusões; a humilhação; a solidão; a fé e claro a poder que o dinheiro tem nessas relações estão presentes ao longo de todo o livro. Também são impressionantes as descrições que faz de Bombaim, sem nunca ter-mos visitado a cidade, ficamos com a impressão que passa-mos a conhecer parte dela.
Não tão bom como O Tigre Branco é no entanto um livro de elevada qualidade.
Boa leitura…

sábado, 3 de dezembro de 2011

Aravind Adiga em O Tigre Branco




"Senhor primeiro-ministro, não lhe terei a dar nenhuma novidade se lhe disser que a história do mundo é a história duma guerra de dez mil anos entre os cérebros dos ricos e dos pobres."



Sugestões e citações de livros de Aravind Adiga:

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aravind Adiga em O Tigre Branco

O corpo dum homem rico é como uma almofada de algodão da melhor qualidade, branca, macia e sem marcas. Os nossos são diferentes. A coluna vertebral do meu pai era corda cheia de nós, do género do que as mulheres usam nas aldeias para tirar água dos poços; as clavículas descreviam uma curva em alto-relevo à volta do pescoço, como uma coleira de cão; golpes, incisões e cicatrizes, como pequenas mascas deixadas por um chicote, percorriam-lhe o peito e a cintura, chegando-lhe abaixo dos ossos da bacia até às  nádegas. A história dum homem pobre está-lhe escrita no corpo, com uma caneta de ponta aguçada. 

Sugestão de leitura de O Tigre Branco de Aravind Adiga:
http://sugestaodeleitura.blogspot.com/2011/04/aravind-adiga-o-tigre-branco.html

domingo, 16 de outubro de 2011

O Último Homem na Torre de Aravind Adiga



Acabei de ler O Ultimo Homem na Torre. Sinceramente espera mais, não que o livro seja um mau livro, este último trabalho de Adiga é sem dúvida um bom livro, mas não esta ao nível de "O Tigre Branco". De um a dez dou-lhe nota oito, mas mais perto do sete do que do nove.

domingo, 17 de abril de 2011

Aravind Adiga - O Tigre Branco

O “Tigre Branco” marca a estreia de Aravind Adiga no mundo da literatura. Com este livro, Adiga, conquistou um dos mais prestigiados prémios literários, o Man Booker Prize 2008. O livro é narrado na primeira pessoa e tem como receptor o primeiro-ministro chinês.
Balram Halwai nasceu em Laxmangarh uma aldeia pobre da Índia, mas, este jovem não é como os outros, é uma “criatura que só aparece uma vez em cada geração”: Balram é um Tigre Branco.
Condutor de riquexó, o seu pai cedo revela-lhe um segredo, “toda a minha vida fui tratado como um macaco. O meu único desejo é que um filho meu…pelo menos um…viva como um homem”. Balram vê-se obrigado a deixar a escola e ir trabalhar para uma casa de chá quando ainda era bastante jovem. Mais tarde, parte para Nova Deli, onde consegue um emprego como motorista. Após ter cometido um grave crime, parte para Bangalore e torna-se num grande empresário da Índia. Ao longo da sua vida o Tigre Branco consegue sair da “escuridão” e passar para a “claridade”.
A obra mostra-nos o outro lado da Índia, um país em que os pobres não têm cuidados médicos, em que milhares de pessoas sonham ter algo para comer. Fala-nos da falsa democracia daquele país. O autor não vê grande diferença entre a Índia democrática e a China comunista. Adiga mostra-nos o lado “escuro” e pouco divulgado do gigante asiático.
“As pessoas livres não reconhecem o valor da liberdade”, afirma o autor. Ler o “Tigre Branco” é sem dúvida aproveitar essa liberdade.
Boa leitura…